26/09/2020
Não sabemos como devemos escrever uma história sem sabermos o fim dela, parecemos Ricardo Reis, sabemos quando nascemos, mas nunca saberemos o nosso fim até que alguém decida escrevê-lo. Começámos este caminho com o sonho de viver a cidade da maneira mais verdadeira que há, infelizmente não será possível que tal aconteça, assim sendo, este sonho não viverá nas ruas nem nas arcadas, estará permanentemente na nossa mente e na de todos os outros que sonham um dia ali estar. As palavras vão escasseando, continuamos impressionados da forma que nos dás tanto sem pedir nada em troca, o coração aperta cada vez mais por sabermos que aquilo que nos tens a dar está a acabar e não te poderemos recompensar com baladas, lágrimas, risos e homenagens. Se há algo que nos ensinaste foi o espírito de união e esse continua presente, estivemos juntos no início do sonho e continuamos agora na interrupção dele. A capa está connosco neste momento, afaga as lágrimas e é a nossa almofada de conforto. Cantaremos o teu nome a todos os poetas vindouros e além disso terás sempre um bocadinho de cada um de nós nas tuas janelas.
Espera por nós com os teus livros e com a tua boémia, nós levamos a vida!
Esta é a nossa “Balada da Despedida”, para ti Coimbra.
Comissão do Carro de Solicitadoria e Administração 2019/2020 🎓🖤