24/10/2023
💡 Por que adicionais legais como a periculosidade não entra no salário base na pesquisa salarial?
Para as empresas que pagam é um valor significativo, porém, adicionais como periculosidade ou insalubridade não são um diferencial competitivo no plano de salários. Para o colaborador pode até ser, mas, do ponto de vista em modelos de gestão, as empresas mais competitivas podem eliminar (sempre que possível, claro) o custo de adicional e ganhar vantagens. Isso porque em cenários possíveis alternativas como tecnologia e a readequação eliminam os riscos e exposição de saúde do trabalho.
Nas pesquisas, planos de salários e até mesmo em anúncios de vagas já vimos algumas empresas utilizarem o adicional como forma de se comparar ao mercado, mas, se analisarmos essa lógica, na prática não estão pagando a periculosidade e sim se comparando com o mercado já considerando o adicional.
Vou dar um exemplo: Se uma empresa possui dois técnicos de manutenção e ambos possuem a base salarial igual, porém, apenas um deles está exposto a riscos, um vai “ganhar” mais que o outro porque tem direito ao adicional de periculosidade por exemplo, porém, essa não é uma estratégia atrelada ao plano de cargos e salários e sim um reparo aos riscos do ambiente em que ele está, tanto que o direito do empregado ao adicional, cessará caso o risco seja eliminado daquele que o recebe.
💡 Mas e aí? Eu quero montar um plano de cargos e salários competitivo, quero reter as pessoas... A empresa ao lado paga o adicional e está levando meus colaboradores porque lá o “salário” é maior!
💭Pense: Se a sua empresa não tem ambiente insalubre e não precisa pagar adicionais, seja pelo modelo de negócio, por méritos da sua área de segurança ou por não ter os riscos à saúde, não seria aí a sua vantagem de custo operacional? Mais uma vez... adicionais pagos por riscos não são diferenciais competitivos e sim reparos.