05/10/2026
Quando a jornada não pode ser muito flexível, o que ainda pode mudar? 👇
Essa é uma questão especialmente relevante em operações que dependem da contratação de profissionais mais jovens.
Em muitas funções, presença, horários, turnos ou trabalho aos finais de semana fazem parte da própria atividade. A empresa conhece essas restrições e nem sempre consegue eliminá-las.
Ao mesmo tempo, pesquisas com profissionais da Geração Z indicam que flexibilidade, sozinha, não explica a intenção de permanecer.
Autonomia percebida, suporte da liderança, recompensas e compatibilidade com o trabalho também entram nessa relação.
Isso amplia a discussão para o RH.
Se determinadas características da jornada são estruturais, a capacidade de competir por mão de obra passa também pelo que acontece ao redor delas: previsibilidade, qualidade da liderança, clareza das regras, possibilidade de escolha quando ela existe e experiência cotidiana de trabalho.
A questão deixa de ser apenas “como flexibilizar?”
E passa a ser:
“Dentro do que não podemos mudar, onde ainda podemos melhorar a experiência de quem trabalha?”
Para operações que disputam mão de obra jovem, essa diferença pode ser mais relevante do que tentar reproduzir um modelo de flexibilidade que a própria atividade não comporta.