19/04/2026
Uma ferpa da Cruz… já é suficiente.
Hoje, diante do Santuário, uma verdade silenciosa se revela:
Não foi preciso a Cruz inteira para manifestar o mistério.
Um fragmento… um pedaço… uma ferpa…
já carrega toda a realidade da Crucif**ação.
Porque o que é de Deus não se mede em tamanho,
mas em presença.
Deus não precisava permitir a Cruz.
Mas permitiu.
E não permitiu para todos entenderem —
mas para aqueles que escolheram ver.
Aqueles que decidiram viver como o Mestre viveu.
O mundo revela facilmente quem está ao nosso lado por interesse.
Mas Deus… vê até aquilo que ainda não pensamos por inteiro.
Nada f**a oculto.
Os mistérios de Deus não estão apenas nas grandes manifestações,
mas nas pequenas fendas —
nos detalhes que só são percebidos por quem caminha com Ele.
Assim como nas Escrituras de hoje:
Pedro anuncia sem medo:
aquele que foi crucif**ado… vive.
E no caminho de Emaús, os discípulos caminham com Jesus
sem reconhecê-Lo.
Porque estavam olhando…
mas ainda não estavam vendo.
Até que o pão é partido.
E então tudo se revela.
Jesus das Santas Chagas só será reconhecido
por quem caminha dentro do mistério.
Não basta passar…
é preciso permanecer.
Não basta ouvir…
é preciso arder.
“Tudo o que ligares na terra será ligado no céu.”
Mas só liga verdadeiramente…
quem já está unido.
Hoje, a Cruz não é apenas lembrança.
Ela continua sendo escolha.
E talvez baste uma pequena ferpa…
para revelar se o nosso coração já pertence a Ele.