Trissia Karoline & Associadas

Trissia Karoline & Associadas O advogado exerce verdadeiro sacerdócio. Necessita ele da mais ampla e irrestrita liberdade e independência, para operar seu ministério

Trissia Karoline Duarte de Souza, administradora de empresas, graduada no ano de 1999 em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas/SP, transformou um sonho em realidade no ano de 2000 ao iniciar o curso de direito e tornar-se advogada pela Universidade Paulista-Unip, o que possibilitou somar a experiência pessoal, prática-profissional e cultural da área empresaria

l a experiência jurídica, adquirida através dos anos dedicados ao estudo e atuação prática nos diversos âmbitos jurídicos junto aos melhores e mais conceituados escritórios de advocacia do Estado de São Paulo. A idealização de fazer o melhor e o mais completo exercício de advogar, fez com que em meados de 2005, fundasse a DUARTE E SOUZA ADVOCACIA – CONSULTORIA E ASSESSORIA JURÍDICA, nesta cidade e comarca de Campinas/SP, primando o interesse dos clientes acima de qualquer outro fator. Desde então a DUARTE E SOUZA ADVOCACIA – CONSULTORIA E ASSESSORIA JURÍDICA, fazendo do trabalho um grande prazer, cujo sucesso é hoje a nossa grande riqueza, o aprimoramento, a capacitação precisa, a atualização de nossos profissionais somados a respeitabilidade, responsabilidade e confiança adquiridas ao longo de nossa criação tornou-se um conceito, e sua parceria, amigo cliente, nos motiva a fazer sempre mais e melhor.

VOCÊ ENTREGARIA TODA A SUA VIDA A UM DESCONHECIDO?Hoje, um celular guarda muito mais do que conversas. Ele guarda histór...
09/06/2026

VOCÊ ENTREGARIA TODA A SUA VIDA A UM DESCONHECIDO?

Hoje, um celular guarda muito mais do que conversas. Ele guarda histórias suas e por vezes de terceiros.

Por isso existe uma diferença jurídica fundamental que poucas pessoas conhecem:

📱 Apreender um celular não significa ter autorização para acessar todos os seus dados.

São situações distintas. Apreensão fortuita - em que a autorização é inerente para descobrir o dono por exemplo, quando achado na cena do crime.

Ou aparelho pode ser apreendido durante uma investigação. ( celular apreendido com o investigado ou flagrante) - em que ou existe o convencimento expresso e livre ou decisão judicial prévia fundamentada.

Mas o acesso ao conteúdo armazenado exige observância das garantias constitucionais e do controle jurisdicional previsto pelo ordenamento jurídico. Neste sentido o Tema 977 do STF em que se prima a preservação cautelar, a limitação da prova e celeridade quanto a apreciação do pedido de análise dos dados do aparelho.

Em um Estado de Direito, o combate ao crime não autoriza o afastamento das garantias fundamentais.

A pergunta correta nunca é apenas : “Existe uma investigação?” A pergunta correta é: “Como essa prova foi obtida?”

Porque a legalidade da prova continua sendo tão importante quanto o fato que se pretende provar.

E, muitas vezes, é justamente nessa análise que se encontra a diferença entre uma investigação válida e uma violação de direitos.



Cadeia de Custódia: o labirinto documental que define liberdade.É um dos temas que mais domino — e onde a maioria dos ad...
07/06/2026

Cadeia de Custódia: o labirinto documental que define liberdade.

É um dos temas que mais domino — e onde a maioria dos advogados tropeça.Não porque seja difícil de entender. Mas porque exige paciência documental que o sistema penal não oferece.Em investigações com múltiplos réus, organização criminosa e dezenas de apreensões, a cadeia de custódia se transforma no que ninguém quer enfrentar: cada passo não documentado é uma brecha. E é exatamente ali que a liberdade mora.O Estado não pode simplesmente afirmar que a prova permaneceu íntegra. Ele precisa provar — documentadamente, com rastreabilidade total, do momento da apreensão até o julgamento.Em provas digitais, onde a manipulação é invisível, essa exigência é ainda mais rigorosa. Um celular apreendido exige termo detalhado, armazenamento documentado, acesso controlado, perícia com metodologia clara, cópia forense autenticada e laudo que demonstre integridade dos dados. Um único passo falho compromete a prova inteira.Com múltiplos réus, o problema se multiplica: cada réu pode questionar a cadeia de custódia de cada prova que o incrimina. E se a documentação for falha — e frequentemente é — há fundamento sólido para pedir nulidade.Muitos tratam isso como formalismo. Não é. É a garantia de que ninguém será condenado por uma prova adulterada.
Nas lacunas documentais, também é possível sustentar a liberdade.

DevidoProcessoLegal DefesaEstratégica DireitoPenal

O Direito ao Silêncio Não Pode Ser CondicionadoO direito ao silêncio não existe apenas para deixar de responder pergunta...
06/06/2026

O Direito ao Silêncio Não Pode Ser Condicionado

O direito ao silêncio não existe apenas para deixar de responder perguntas. Ele impede que o Estado obrigue o indivíduo a colaborar com sua própria persecução penal, garantia constitucional que decorre do princípio nemo tenetur se detegere: ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.Exigir que o investigado compareça exclusivamente para declarar que permanecerá em silêncio esvazia o conteúdo material dessa garantia. O Superior Tribunal de Justiça reafirmou que formalidades investigativas não podem prevalecer sobre direitos fundamentais.

O devido processo legal foi estruturado, sobretudo, para proteger quem escolhe legitimamente não falar.Quando uma autoridade impõe obrigação incompatível com garantia constitucional, essa conduta pode caracterizar constrangimento ilegal. Atos estatais que ultrapassam limites legais não estão imunes ao controle judicial e podem gerar responsabilização.No Estado Democrático de Direito, direitos fundamentais não cedem à conveniência administrativa. Garantias constitucionais existem para assegurar que o poder de investigar permaneça submetido à Constituição.

Advocacia estratégica é proteger efetivamente essas garantias desde o início do processo penal.

O debate precisa ser jurídico não apenas político ou ideológico. Entenda o que diz a Lei Brasileira, os limites da class...
06/06/2026

O debate precisa ser jurídico não apenas político ou ideológico. Entenda o que diz a Lei Brasileira, os limites da classificação americana e os possíveis reflexos jurídicos dentro e fora do território nacional.

Lembrando que não falamos aqui de questões internacionais outras, que também merecem observação

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A advocacia criminal enfrenta um desafio constante: impedir que percepções substituam a prova.O inquérito policial conti...
05/06/2026

A advocacia criminal enfrenta um desafio constante: impedir que percepções substituam a prova.

O inquérito policial continua sendo a principal base da persecução penal e, muitas vezes, a narrativa construída na investigação acompanha o processo até a sentença.

Mas o processo penal não foi estruturado sobre presunções. Foi estruturado sobre prova produzida sob contraditório.

A palavra do agente público possui relevância jurídica e institucional. Contudo, sua importância não afasta a necessidade de verificação, confronto e análise crítica dos elementos apresentados em juízo.

Ao julgar o HC 768.440/SP, o STJ reafirmou um debate recorrente na advocacia criminal: elementos isolados não substituem um conjunto probatório robusto e coerente.

A discussão não está na credibilidade da função exercida. Está na qualidade da prova produzida.

Por isso, cadeia de custódia, registros audiovisuais, perícias, reconhecimentos e provas submetidas ao contraditório permanecem essenciais para a formação de uma decisão legítima.

É nesse ponto que a advocacia estratégica se diferencia: identificar fragilidades técnicas, explorar contradições relevantes e exigir que a acusação cumpra integralmente o seu ônus probatório.

Na TKA Advocacia Estratégica, o estudo permanente da jurisprudência dos Tribunais Superiores, a atualização constante e a análise crítica dos precedentes contemporâneos fazem parte da atuação diária.

Porque, em matéria criminal, a diferença entre uma narrativa e uma condenação legítima continua sendo uma só:

A prova.

Um grande desafio da defesa nem sempre está na prova produzida nos autos mas na narrativa construída fora deles.Antes me...
04/06/2026

Um grande desafio da defesa nem sempre está na prova produzida nos autos mas na narrativa construída fora deles.
Antes mesmo da abertura do plenário, a exposição midiática, os vazamentos seletivos de informações, a repetição de determinadas versões dos fatos e os inevitáveis vieses cognitivos já moldaram percepções. O acusado, não raras vezes, chega ao Tribunal do Júri carregando uma condenação social antecipada.
É nesse momento que a defesa técnica assume seu papel mais complexo.
Não se trata de negar fatos. Não se trata de disputar manchetes. Trata-se de reconstruir contextos, individualizar condutas, questionar inferências e devolver ao jurado aquilo que o processo penal exige: a análise crítica da prova produzida sob o contraditório.
A experiência demonstra que, em plenário, a psicologia humana possui relevância tão significativa quanto a própria técnica jurídica. O jurado não é um juiz togado. É um julgador da condição humana. Por isso, compreender mecanismos de persuasão, vieses cognitivos, dissonâncias emocionais e processos de tomada de decisão torna-se ferramenta legítima da advocacia criminal contemporânea.
Grandes defesas não nascem de discursos inflamados. Nascem da capacidade de transformar certezas aparentes em dúvidas legítimas.
Porque o Tribunal do Júri não julga apenas acontecimentos. Julga pessoas.
E toda vez que a defesa consegue fazer o jurado enxergar o ser humano antes do rótulo, o processo volta a ocupar o lugar que nunca deveria ter perdido: o da Justiça.
Tka Advocacia Estratégica possuía estrutura e profissionais altamente qualificados para atender as demandas complexas, atuar de forma estratégica em qualquer defesa de forma única.

Conta Laranja: Quando a Titularidade Não Define a CulpabilidadeO fenômeno das “contas laranja” exigiu que o legislador e...
03/06/2026

Conta Laranja: Quando a Titularidade Não Define a Culpabilidade

O fenômeno das “contas laranja” exigiu que o legislador enfrentasse estruturas organizadas de ocultação patrimonial, mas essa resposta não pode transformar indícios econômicos em presunções de culpa.A questão central que toda defesa estratégica deve colocar é simples, porém decisiva: a mera vinculação a uma conta, empresa ou atividade profissional equivale a dolo? A resposta é não.
O Direito Penal contemporâneo exige análise do elemento subjetivo — houve conhecimento da origem ilícita? Existia domínio sobre a operação ou foi utilizado sem plena ciência?
Quando profissionais, empresários e empresas são investigados, a confusão entre irregularidade administrativa e adesão consciente ao projeto criminoso representa um dos maiores riscos do Direito Penal Econômico. A defesa estratégica não discute movimentações bancárias — enfrenta a prova do dolo, da ciência e da efetiva participação.Separar aparência de realidade é o ofício da defesa contemporânea: reconstruir fluxos financeiros, demonstrar ausência de vínculo subjetivo e questionar inferências acusatórias baseadas exclusivamente em titularidade. Investigação digital minuciosa, análise de comunicações e grau real de conhecimento definem a verdadeira culpabilidade, dentre outras possibilidades processuais de uma defesa.

A Tese Que AbsolveTribunal do júri não é arbitrariedade. É soberania dentro de estrutura.Quando a defesa apresenta tese ...
02/06/2026

A Tese Que Absolve

Tribunal do júri não é arbitrariedade. É soberania dentro de estrutura.Quando a defesa apresenta tese de clemência—quando diz aos jurados “houve autoria, mas a absolvição se justifica”—o veredito é válido. Íntima convicção. Política criminal. Fundamentos que a lei reconhece (STJ, AgRg REsp 2.175.339-MA, 2025).
Mas tese exige coerência. Exige lastro probatório mínimo. Exige que você registre em ata qual é a interpretação que permite ao júri absolver sem contradição interna.Estratégia Defensiva:Quando você questiona a perícia, não nega prova. Oferece interpretação alternativa. Quando você apresenta testemunhas, não cria confusão. Constrói narrativa que sustenta a tese. Quando você inverte a ordem de oitiva, reorganiza a compreensão do júri sobre os fatos.Tudo isso dentro de um argumento único: clemência, desproporcionalidade, política criminal. Um fundamento que o direito reconhece como legítimo.O Que Diferencia:Advocacia butique não vende esperança. Vende tese. Conhecimento de que a soberania do júri existe, mas funciona dentro de limites que o STJ estabelece.

Essa é a autoridade. Não é narrativa melhor. É estrutura dogmática que sustenta a narrativa.


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É preciso coragem para silenciar o barulho e falar o Direito.Nos casos de grande repercussão, a resposta automática cost...
01/06/2026

É preciso coragem para silenciar o barulho e falar o Direito.
Nos casos de grande repercussão, a resposta automática costuma ser o pedido de desaforamento (art. 427 do CPP). Alega-se o contágio da comarca. Mas o desaforamento, tantas vezes, é apenas uma transferência geográfica do ruído. A verdadeira resposta não está em mudar os jurados de lugar, mas em transformar a forma como eles compreendem o fato.
Aqui opera a narrativa cognitiva.
Aqui se neutraliza o contágio midiático.
Aqui o jurado é devolvido ao seu papel de juiz.
Assistimos a uma metamorfose perigosa no plenário do Júri: profissionais que abrem mão do rigor dogmático para se tornarem atores de um teatro de escândalos. Abre-se mão da lição de Nelson Hungria ou Evandro Lins e Silva pelas palmas de uma plateia sedenta por entretenimento. O clamor público adora o espetáculo; a justiça exige sobriedade.
Quando a defesa mimetiza a acusação no campo das paixões, ela valida a assimetria que deveria combater. A advocacia criminal de excelência — a advocacia de boutique — sabe que o verdadeiro poder reside na arquitetura da narrativa. Não se combate o preconceito da mídia com gritos, mas com a desconstrução cirúrgica dos vieses de confirmação.
É preciso mostrar ao jurado que a manchete do jornal não cabe nos autos.
É preciso mostrar ao jurado que a presunção de inocência é um dever civilizatório.
É preciso mostrar ao jurado que, ao julgar sob o manto da vingança, ele desprotege a si mesmo.
Neutralizar o clamor social exige menos encenação e mais técnica. Menos palco e mais processo. Menos vaidade e mais respeito às garantias constitucionais. Quando os refletores se apagam, restam apenas o réu, a ata e a consciência do Conselho de Sentença.
Como você enxerga o papel da técnica defensiva frente à espetacularização do processo? Reflete comigo nos comentários.

NarrativaCognitiva GarantismoPenal

O MAIOR ERRO, MUITAS VEZES, NÃO ESTÁ NO DIREITO PENAL. ESTÁ NO PROCESSO PENAL.Há quem dedique anos ao estudo da lei pena...
31/05/2026

O MAIOR ERRO, MUITAS VEZES, NÃO ESTÁ NO DIREITO PENAL. ESTÁ NO PROCESSO PENAL.

Há quem dedique anos ao estudo da lei penal.

Há quem conheça cada tipo penal, cada causa de aumento, cada qualificadora.

E isso é indispensável.

Mas a experiência ensina algo que os livros nem sempre conseguem transmitir:

o Direito Penal raramente condena sozinho.

Quem condena é o processo.

É no processo que a prova nasce, se desenvolve e é confrontada.

É no processo que a liberdade é restringida.

É no processo que a narrativa acusatória ganha força ou perde credibilidade.

É no processo que se constrói — ou se destrói — uma defesa.

Nas investigações de maior complexidade, o desafio se torna ainda maior.

Não basta conhecer a lei.

É preciso compreender a origem da prova.

A legalidade da sua obtenção.

A integridade da cadeia de custódia.

Os limites das medidas cautelares.

Os impactos de uma colaboração premiada.

A extensão de uma quebra de sigilo.

A validade de uma prova digital.

A coerência entre a imputação e os elementos efetivamente produzidos nos autos.

Cada detalhe importa.

Cada fase importa.

Cada palavra importa.

Porque o processo possui uma lógica própria.

Uma lógica que não admite improvisos.

Uma lógica em que o momento processual errado pode inviabilizar a tese correta.

Em que a pergunta não formulada pode valer mais do que a resposta obtida.

Em que uma nulidade ignorada pode se tornar irreversível.

Por isso, a advocacia criminal não se resume a conhecer crimes.

Ela exige compreender pessoas, fatos, provas, estratégia e, sobretudo, processo.

Porque, ao final, o que está em discussão não é apenas uma tese jurídica.

É a liberdade.

É a reputação.

É a história de alguém.

E poucas coisas são tão perigosas quanto um processo conduzido sem a exata compreensão do seu peso.






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