17/08/2026
A Amazônia vive um paradoxo entre a importância de seu ecossistema e os baixos índices socioeconômicos locais, gerando um descompasso entre as agendas ambiental e de desenvolvimento da população.
•Proposto pelo pesquisador Salo Coslovsky, o “rematamento produtivo” visa converter áreas desmatadas e pastagens degradadas em sistemas produtivos de espécies perenes (como agroflorestas e reflorestamento para madeira e biomassa).
• Ao contrário da restauração florestal tradicional, o foco principal do “rematamento produtivo” é a geração direta de emprego e renda para a população local.
•Os mercados globais para produtos da região (cacau, açaí, óleo de palma, etc.) movimentam cerca de US$ 230 bilhões por ano, e empreendimentos já instalados na Amazônia movimentam US$ 7,2 bilhões anualmente.
•A intensificação da pecuária existente pode liberar até 37 milhões de hectares para o rematamento, com estimativa de gerar um emprego direto a cada dois hectares restaurados.
•Estratégia de Implementação tem 4 Frentes): regime regulatório adaptado ao contexto local; acordos comerciais favoráveis para a produção sustentável; mobilização da rede de inovação nacional para aumentar a competitividade; fortalecimento de “Mesas Executivas” para articulação entre os setores público e privado.
•A proposta defende redirecionar mecanismos e órgãos que já atuam no país (como Embrapa, BNDES, Plano Safra, Fundo Clima e EcoInvest) para alavancar essa agenda em larga escala.
https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-o-rematamento-produtivo-quer-romper-o-ciclo-de-degradacao-e-pobreza-na-amazonia/