31/05/2024
Não parece, mas esta foto é de uma festa da firma.
Um pequeno esquadrão com a força de um exército inteiro. Batemos de frente com gigantes do mercado com ousadia e galhardia, ao estilo de Davi.
Agora está na moda autointitular-se “outlier”. E sim, somos outliers no sentido próprio do termo: ousamos inovar num mercado tradicionalmente quadrado e entregamos resultados completamente fora da curva. Porém, antes de sermos OUTLIERS, somos OUTCASTS.
Todos nós temos cicatrizes da rejeição. Já fomos muito julgados como inapropriados, ineficientes e “burros” pelos outros, em contextos desfavoráveis. Não somos bons o suficiente para muita gente.
Agora estamos aqui, ganhando mercado e sendo copiados por empresas repletas de pessoas “perfeitas”. Viramos referência! Quem diria.
A vida inteira tentaram nos convencer que o problema estava em nós. Mas esta virada que empreendemos prova que o problema está no mundo.
A sociedade, ainda, acha que só tem outliers em Harvard. E é completamente cega para os verdadeiros outliers que passam diante de seus olhos todos os dias: os rejeitados que buscam ansiosamente por uma chance de provar o seu valor.
Contratamos os desajustados e subvertemos completamente a ordem vigente, com essa perfeição insuportável e mentirosa que as pessoas tentam vender para o mundo.
Cite um defeito seu.
“Sou perfeccionista.”
Com a gente, isso não cola. Seja verdadeiro e conte logo os seus podres, que é melhor. A meta não é ser perfeito, é mapear extremamente bem os seus defeitos e qualidades reais, para que você disponha de clareza de qual é seu ambiente favorável, quais são suas maiores contribuições e estratégias para passar a maior parte do dia nas suas áreas de forças.
Nessa toada, tem autista que virou líder; fibromiálgica que ficou resistente como um touro; ex-falida que comprou a própria casa; portadora de fenda palatina que virou excelente comunicadora; depressão, “burnout”? Todos nós tivemos, como mera decorrência do mundo como ele é e como nós somos. Porém, não usamos isso como muleta para justificar uma postura medíocre e coitadística e nos curamos construindo o nosso mundo particular.
Experiências anteriores? Tem ex-Uber, ex-dona de casa, ex-vendedora de capinhas de celular... Ninguém chegou aqui pronto. Afinal, a empresa é uma escola, como enfatiza o método Falconi, que a maioria das empresas diz seguir.
Nós somos o improvável! Ficamos realmente muito bons nesse negócio de realizar o que os outros dizem ser “impossível”.
“Impossível é uma questão de opinião.” “Sem saber que era impossível, foi lá e fez.”
Clichê? Sim, porquanto são assertivas repetidas à exaustão em contextos vazios.
Mas, no nosso caso, refletem a mais pura realidade e, portanto, são prenhes de sentido.
Vão copiar isso também? Que ótimo, seria a revolução que queremos para o mundo!