14/09/2024
“A partir de 2016, com a saída da Dilma (Rousseff), e até 2022, eles centralizaram tudo no Rio de Janeiro. Com (Michel) Temer na Presidência da República (2016/2018), acabou a exigência do conteúdo local, acabou a indústria naval”, explica Adaedson Costa, secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros.
“Quando existia a obrigação do conteúdo local, a Petrobras tinha duas plataformas no pré-sal, Merluza e Mexilhão, e tinha a previsão de mais nove plataformas. No mínimo multiplicaria por quatro ou por cinco o número de embarques/desembarques em Itanhaém”, completa o Secretário-geral da Federação dos Petroleiros.
Hoje, funcionários da Petrobras residentes na Baixada Santista precisam se deslocar até o Aeroporto de Congonhas para, daí, pegar a ponte aérea até o Rio de Janeiro, onde embarcam para as plataformas da Bacia de Santos. Já os terceirizados vão dirigindo até o Rio ou vão de ônibus até o Litoral Norte, quando o embarque se dá nos aeroportos de Cabo Frio ou Maricá.
“A decisão da Petrobras causou prejuízos para as redes hoteleira, comércio e prestação de serviços”, resumiu a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Itanhaém, em nota.
Sem força política, Baixada Santista acabou preterida pela Petrobras, que transferiu voos com trabalhadores do pré-sal para o Rio de Janeiro