06/04/2026
A série Na Mira do Júri: Retiro Corporativo mostra algo muito familiar, mesmo em meio ao humor: o quanto, em grupo, deixamos de ser quem somos para sustentar um lugar.
Entre dinâmicas, risos e situações constrangedoras, aparece uma verdade silenciosa: o sujeito tenta corresponder ao olhar do outro. No trabalho, isso acontece quando alguém evita discordar, força uma motivação que não sente ou adapta sua fala para não sair do esperado.
O riso, ali, não é apenas leveza. Muitas vezes, é uma forma de aliviar a tensão, de esconder o desconforto de não poder dizer o que realmente se pensa.
E o retiro, que promete conexão, revela outra face: vínculos mediados por função, onde o pertencimento pode custar a própria singularidade.
No cotidiano, isso se repete de forma sutil. Pessoas que seguem metas que não escolheram, relações que dependem de hierarquia, e uma constante sensação de estar “em cena”.
Talvez a questão não seja sair desses espaços, mas perceber quando se está vivendo para sustentar um papel e quando ainda é possível sustentar o próprio desejo.
Exemplo prático: em uma reunião, quando surge uma ideia com a qual você não concorda, o silêncio pode parecer mais seguro. Mas é nesse pequeno gesto que, pouco a pouco, algo de si vai sendo deixado de lado.
Reconhecer esses momentos é um primeiro passo para reposicionar-se.
Para aprofundar essa reflexão e acessar o texto completo, visite o blog andregasparini-psicanalise.
André Gasparini
Psicanálise e Hipnoterapia
saúdemental autoconhecimento